quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sobre diários e livros


         Sou uma leitora ávida, amo livros (mesmo, eu amo meus livros). Acho tão harmoniosamente perfeita a justaposição de livrarias e cafeterias nos shopping centers :)  Pedir um Frap/Capuccino e então entrar numa livraria e saborear as capas, o farfalhar das páginas, os leitores procurando alvos de interesse, os vendedores dando sugestões de leituras e repondo as prateleiras, as caixas pondo marca-páginas de brinde nas sacolas dos leitores felizes que após sua aquisição se sentam nas poltronas da cafeteria, e começam ali mesmo a saborear o delicioso conteúdo com seus cérebros tão famintos e afoitos quanto seus olhos compenetrados e inertes.
         Gosto muito de ler diários literários, principalmente os escritos por mulheres da realidade ou da ficção, até mesmo por eu ainda manter diários desde  meus reluzentes 5 aninhos de idade. Bridget Jones, Georgia Nickolson, Anne Frank, Nina Lugowiskaia, Janina Bauman, Zlata, Marilyn Monroe, Marie Curie ... Todas essas mulheres, em diferentes episodios e épocas, traziam um retrato de seu mundo particular impresso no mundo que todas as civilizações compartilham, fazendo uma pintura de si mesmas, de seus sofrimentos, angústias e alegrias, amores, desamores, prazeres e tentativas (principalmente tentativas de ser, como mulher, feliz e realizada) e assim transcrevendo seu amadurecimento e crescimento, por vezes através de decepções, perdas e dor ... Ao ler seus relatos, não posso deixar de ser tocada, por enxergar nelas um pedaço de minha própria alma feminina e ardentemente apaixonada por viver  e ser dona de si mesma.
    A cada uma dessas grande mulheres, minha saudação e meu afeto mais sincero. A grata felicidade que tenho em ler seus manuscritos e conhecê-las tantos anos depois me faz trinfante em perceber  a luta da mulher feminina que é a mesma em todas as gerações, épocas e sociedades ...  Obrigada, minhas queridas amigas, por seus depoimentos valorosos e pelo calor afável de suas confissões. As amo e admiro, e a todos que por qualquer razão leem esse blog e esse post, eu veementemente digo: Leiam!
Leiam livros!
Leiam livros de biografia!
Leiam sobre pessoas, fatos  e acontecimentos!
Leiam histórias sinceras e profundas!
Leiam diários!
Leiam verdades atemporais!
LEIAM! Se deleitem enfim.

Travessias

    Isso não é novidade, e nem chega perto de ser o fim do mundo, mas de fato, estou passando por uma fase ruim, que já externou de minha mente barulhenta e em constante agitação e transparece em meu rosto cheio de acne, meu cabelo quebradiço, meu semblante cansado e os quilinhos a mais que acabei de adquirir ... Realmente, o segundo semestre de 2017 não está sendo fácil.
    Todos os humanos passam por fases como essa ao longo de toda a vida, se vendo às voltas com acúmulo de afazeres, decisões importantes a serem tomadas, afazeres domésticos procastinados por  fazer e uma vida pessoal/amorosa decadente por conta da dedicação exclusiva à preparação acadêmica e à produtividade profissional. Isso é normal, travessias são naturais e necessárias, mas não posso negar que gostaria de estar menos cansada, mais vistosa e magra (hahahaha).
         Se não vencidos pelo cansaço, vamos então vencendo aos poucos cada batalha diária, atravessando o mar da vida com um passo de cada vez ... Afinal, são nessas travessias que é evidenciada a maturidade alcançada até então.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Deglutição


       Uma das muitas  vantagens de se estudar biologia, é aprender termos técnicos que se referem à características fisiológicas propriamente; assim sendo, engolir na verdade é deglutir. A deglutição diz respeito aos movimentos peristálticos ("empurrão") dos músculos do esôfago afim de conduzir o bolo alimentar (comida mastigada e cheia de saliva) ao estômago, onde será digerido, e posteriormente absorvido e processado pelos intestinos. Toda essa explanação anatômica teórica é simplesmente para fazer menção aos sapos que por vezes temos que engolir ... Deglutição de anfíbios é um habilidade requerida para ser uma pessoa com o mínimo de habilidade social.
      Bem, quando eu digo que tenho estado muito ocupada, eu estou falando sério, muitas coisas pra estudar atividades que acabam convergindo e exigindo mais e mais da minha pessoa , e ainda por cima ter que passar seis horas por dia no transporte público,  depois mais seis num instituto de educação pública, além de claro ter que responder a todas as mensagem, solicitações de amizade e pedidos de permissão pra seguir nas redes sociais, cuidar do peso, dar um jeito nas minha acnes, fazer ao menos o mínimo de serviço doméstico para não sobrecarregar minha mãe e arrumar meios de me divertir já que quase não vejo minhas amigas, e namorado nem sinal .... Com tudo isso, eu ainda me vejo obrigada a ouvir reclamações e cobranças, alguns desaforos, piadas de mau gosto e comentários impróprios ... Cara, eu fico tão de saco cheio de ser um ser humano tem hora ... Porque as pessoas são muito idiotas tem vezes! 

       Deglutição .... Engole esses sapinhos. Engole, engole, engole e nos dias mais estressantes, sinta todos ele se mexendo e saltando dentro de você, no seu brejinho privado de amolações.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A aspereza acre da frustração.


             Pela segunda vez, fiz uma prova para qual estudei muito e acho que me dei mal de novo, porque agora há uma nova dinâmica acadêmica de que se você estudar muito depois de ter prestado atenção em todas as aulas que assistiu então as suas notas só sobem se puxadas por um guindaste, enquanto os beberrões que faltam o quanto querem e nem ao menos tem o trabalho que procurar pela matéria tiram as notas que outrora tirava quem estudava.
             Se tem algo com o qual eu não sei lidar mesmo é a frustração. Sério. Eu não consigo ficar frustrada e simplesmente seguir em frente. A FRUSTRAÇÃO É UM FANTASMA QUE ARRASTA CORRENTES E ME ASSOMBRA DAS TREVAS ...  Eu claramente tenho problemas pra me livrar das minhas frustrações.
                Talvez seja por isso que eu tenha me tornado uma pessoa plácida ás vezes, eu estou só evitando frustrações cumulativas.
                Para completar o combo "Que dia!",  hoje ainda está frio, chovendo, eu estou menstruada com o tênis sujo de  lama e a minha calça rasgou quando eu estava saindo.
   Socorroooooooooooooooo!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Aquilo de que não falamos

    O que mais me irrita, sem sombra de dúvidas, em uma situação onde sou confrontada pelas ações de outro indivíduo é estar em uma situação de impotência e não ter nada a dizer ou fazer. Isso se aplica a professores estúpidos e cheios de si,colegas de classe individualistas e megalomaníacos que gostam de se exibir,ou ainda ser quase forçada a fingir que não ligo para coisas que ligo sim ...
   Em todos os momentos em que me vejo numa situação de impotência forçada, parece que eu vou explodir ...
   O pior de tudo é não ter com quem falar sobre isso, sabe?! Porque nas tentativas patéticas de desabafar e encontrar o mínimo de conforto nas palavras de um colega, o máximo que se recebe são respostas genéricas de como você já deveria estar acostumado ao desconforto amargo de ter que ficar quieto e é isso mesmo.  
     Eu estou cada dia mais de saco cheio, isso sim ...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Espirais

Oi gente,
 São 14:02 de 12 de Setembro de 2017, estou na biblioteca da universidade com anotações, uma pilha de 4 livros para consulta e um caderno velho para fazer resumos e trabalhos. Fui dispensada da aula prática de Bioprocessos porque já havia feito a mesma no semestre anterior, então resolvi vir estudar e me adiantar já que só tenho outra aula âs 18:30h. Lembrando que tenho prova segunda feira, e uma apresentação terça.
    Já estou exausta, e mal comecei.
    Eu sinto um tédio tão profundo em alguns dias, que começo a chorar dentro do trem, tomando cuidado para que as pessoas ao redor não percebam e venham me fazer perguntas. Não gosto muito de responder perguntas pessoais, nem de dizer "o que é que eu tenho","o que deu em mim" ou " que bicho me mordeu" ... Eu só quero chorar sozinha, e depois me recompor e concluir minhas tarefas. Esses espirais descendentes que me deixam para baixo às vezes não se demoram em passar, mas são frequentes.
   Veja bem, não estou dizendo que sou infeliz ou deprimida, ou reprimida, e nem que estou insatisfeita com a vida que estou levando; não é nada disso. O fato é que cada dia é mais evidente o quanto somos sugados todos os dias; nossas forças, nossa energia, nosso ânimo, até mesmo nossa saúde e nosso humor são sugados diariamente do trajeto cansativo e desconfortável no transporte público, no caminho de ida e volta pra casa do trabalho/faculdade/escola e afins, nos relacionamentos superficiais que colecionamos e na falta de relacionamentos profundos e verdadeiros que sentimos. Estamos sendo sugados. Tem um parasita se alimentando da gente. Ao fim do dia, eu estou morta, e nem me dou conta de que dormi ... Só percebo que adormeci quando desperto no dia seguinte e começo tudo de novo.
   Somos lançados nessas espirais, nessas correntes, nesses cabos de sucção que tiram tudo de dentro da gente... Sem contar ainda todo o dinheiro que sai do nosso bolso. Tanto suor e labuta para o dinheiro durar tão pouco.
    Tem dias que eu me pego com medo. Sério, com medo mesmo.
     Medo de não conseguir um emprego decente, medo de ser solteira para sempre, medo de descobrir uma doença grave, medo de ser morta num episódio de violência urbana, medo de ser assaltada, medo de tirar notas baixas nas provas, medo até mesmo de sair de casa ... Ao final do espiral, quando não há mais alma a ser sugada, resta-nos o medo. Medo do futuro, medo do amanhã, medo das escolhas que fizemos, medo das que não fizemos ainda, medo das que nem chance tivemos de fazer, medo daqueles que escolhem pela gente.
        Brasileira, natural do Rio de Janeiro, 22 anos, universitária numa instituição federal de ensino superior, assistindo e sentindo tudo o que acontece no Rio, no Brasil e no mundo, otimista apesar de tudo, insistente acima de tudo, feliz e determinada contudo,porém cansada, arrastada pelo tédio, e às vezes, com medo. Medo de verdade.

Onde mora o coração - e todos os seus pedaços.

 Pois bem,
     Para quem não sabe, desde 2010/2011 eu tenho um tumblr chamado "Onde mora o coração" (título inspirado num filme que eu vi, amei e absorvi totalmente a mensagem de amor puro  e honesto que ele me passou) e então criei a conta para literalmente abrir meu coração, e escrever lá poemas sobre minhas paixonites, sentimentos mais profundos e claro, romantizar ao máximo minha vida amorosa inerte e sem força.
    Acontece que agora nenhum dos meus email está sendo aceito, e por isso, talvez eu tenha que criar uma nova conta ... Mas como faço para recuperar todos os textos originais e espontâneos que eu escrevi lá??? POXA, isso partiu meu coração mesmo.
     Quando escrevi aqueles textos, prosas e poemas, eu estava sendo o mais honesta possível; eu realmente deixei as palavras saírem e nem liguei em ser brega ou ridícula porque eu sentia a necessidade de expressar minhas paixões e interesses românticos com urgência e necessidade. Eu queria falar sobre o que estava sentindo, mesmo que não pudesse confessar tais paixões à seus alvos, eu podia sempre escrever sobre elas num lugar seguro, e ser honesta.
      Estou ao máximo tentando resolver essa questão, e enquanto isso ... Deixo aqui o link do tumblr para que vocês possam ler os textos românticos de lá : http://www.carennrodrigues.tumblr.com
                
              Eu sei onde meu coração mora, mas deixo um rastro, um pedacinho dele por onde eu passo ...
  

domingo, 27 de agosto de 2017

Como seria se conseguíssemos mostrar as pessoas a forma de vermos o mundo?

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Final Countdown

      Acho que já comentei aqui que eu estudei 3,5 anos em uma universidade estadual do Rio de Janeiro, e devido a 8 meses de greve initerrupta. 1 período letivo e meio de atraso nos estudos,muitas lágrimas e desespero eu me transferi para outra universidade pública, por sua vez federal, mas que fica no centro da cidade há duas horas da minha casa, que me faz gastar mais dinheiro,mais tempo e mais energia e que exige mais do que apenas dedicação aos estudos.
     Por conta de uma paralisação de 5 semanas afim de reivindicar melhorias nas condições de trabalho e salários dos professores de instituições de ensino superior públicas e ta,bém afim de barrar a privatização das federais - para quem não sabe, seria tornar as universidades públicas em privadas, e assim elitizar o ensino superior, mantendo mais ainda a burguesia branca  e endinheirada no domínio, e claro, a população predominantemente pobre e trabalhadora sempre numa posição de subalternidade, ignrância e dependência-  voltando .... por conta da 5 semanas de paralisação, esse ano teremos  3 periodos letivos, e com a graça de Deus já concluímos 2, sendo agora o último e mais complicado pois as matérias do final do curso são super longas, abarrotadas de conteúdo e ministradas por professores exigentes e alguns intransigentes também, por isso, quando as provas foram acabando e eu fui me vendo aprovada e livre das disciplinas um misto de ansiedade e preocupação começou a me tomar os pensamentos .
       Eu admito que sou meio paranóica sim, e que penso demais também, e por isso algumas pessoas me julgam e me acham chata, como seu fosse uma velhinha dentro de uma carioquinha da gema  de 22 anos, isso quando eu não me perco dentro dos meus pensamentos que são muitos, contínuos e diversos; mas depois que eu fiz 21 anos, e quase vi uma universidade estadual FECHAR e junto com ela as portas pro futuro que eu venho planejando desde os meus 5,6 aninhos se fechando junto com ela eu comecei a me sentir numa eterna contagem regressiva - eu sempre sonhei/quis/planejei fazer faculdade e arrumar um trabalho legal e que me dê a sensação de preenchimento porque eu preciso de um propósito se cumprindo para ter sentido do que eu faço ou então eu desisto e caio fora mesmo,viajar internacionalmente e claro aprimorar minhas habilidades/conhecimentos e conhecer um cara legal disposto a me amar de verdade porque eu também já tô cansada desses pretendentes fubá POXA! EU PRECISO DE UM NAMORADO DECENTE PRA LEVAR PRA ALMOÇAR COM MEUS PAIS NO DOMINGO NÉ? Eu sempre soube o que queria, e sempre fui meio doidinha também kkkkkkkkk -, isso tudo aliado as perguntas pessoais das tias no natal, dos amigos da família querendo saber das novidades - mas novidades do tipo 'conheci um engenheiro recém-formado que trabalha num escritório perto da faculdade e nós pegamos o mesmo trem na ida e na volta, depois de uns dias nos encontrando ao acaso e nos observando, fomos comer uma pizza na lanchonete em frente ao Banco do Brasil da Praça da Bandeir e depois de alguns encontrinhos trocamos telefones, passamos a nos conhecer melhor e estamos juntos, ele vai passar o almoço de ano novo com a gente, venham conhecê-lo." e não do tipo " Fiquei em segundo lugar no concurso de investigação científica da biblioteca sobre a primeira mulher da ciência a ganhar o prêmio Nobel, eu escrevi todas as 13 páginas do trabalho sozinha e coloquei um toque pessoal no corpo do texto para ser tudo bem expressivo, engajado mas sem querer parecer preopotente.Eu só queria mesmo um certificado de participação para poder colocar como atividade extra curricular no meu currículo Lattes, mas como fiquei em segundo eu ganhei medalha, um livro e uma agenda super bonita, um certificado enorme com meu nome escrito e uma bolsa de estudos para estudar dois idiomas pelo preço de um numa escola de idiomas super legal na Tijuca, um bairro cheio de gente descolada e comidinhas de rua gostosas, mas meu pai perdeu um dos dois empregos e estamos evitando esbanjar até ele arrumar outro trabalho, por isso eu nem comentei muito a bolsa, só mantive a felicidade extasiante o máximo que pude, porque nada me dá mais prazer do que fazer algo com todo o meu coração nisso, e a coisa se sair melhor do que eu esperava."- então, claro que a cobrança, mesmo de involuntária e não-intencional das pessoas que estão envolvidas na minha vida desde que eu era um pingo de gente falante me faz sentir ainda mais forte dentro de mim que a minha hora chegou e eu tenho que fazer alguma coisa com a minha vida antes de ficar velha e passada pra casar e ter filhos.
     As últimas semanas de provas e entregas de trabalho me fazem refletir sobre isso: futuro,planos,sucesso,fracasso,amor,emprego,dinheiro,apartamentos para casal jovem,á de panela,barriga de 6 meses de gestação,louça para lavar,viajens de férias, turismo gastronômico, minha bunda enorme cheia de celulites, olheiras escuras demais para quem não cai na noite NUNCA e nem bebe e nem fuma ... Reflito na vida que desejei ter. na que estou tendo,na que as pessoas que me amam desejam que eu tenha, na que as pessoas que não me amam desejam que eu tenha e na que terei de fato.
        Pois é,
                Às vezes eu fico pensando na vida ...

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sweet Child o' me.

 
         Parafraseei o nome da canção de rock anos 90 dos Guns n' Roses (que eu acho ótima aliás) exatamente por estar recordando alguns momentos, de quando eu era mais nova, "criança" mentalmente e até mesmo eventos de quando eu era literalmente criança.A vida é estranha, ninguém te avisa quando você vai virar um adulto, simplesmente o tempo passa, você cresce e toma suas decisões, e em um dado momento se dá conta de que agora é com você... E então você acorda, se sentindo incomodado por ainda não ter finalizado o curso de graduação, por morar com seus pais e não ter tido nenhum relacionamento sério de verdade em plenos 22 anos (sem contar os tormentos das fracassadas investidas amorosas, que a gente vai contabilizando ao longo da vida).Mas o interessante disso tudo mesmo, é que mesmo tendo consciência da vida de adulto que você está levando, e que tende a ficar cada vez mais séria e exigente, é que você ainda mantém dentro de si as características da criança que você foi um dia;ela ainda está viva dentro de você, ela ainda existe só que está com mil e uma coisas para resolver, precisa arrumar um emprego e um namorado decente que possa ser apresentado aos pais como um pretendente.
        É interessante perceber em nós mesmos as mudanças trazidas pelo tempo, e ainda assim acalentar dengosamente tudo aquilo que foi preservado dentro de você, como ainda ter o mesmo prazer em abrir um saco dos seus doces favoritos, se irritar e gargalhar pelos mesmos motivos, saber a letra de todas a suas músicas favoritas, ainda chorar e se emocionar com as mesmas coisas, ainda amar os mesmos filmes do seu top 10,ainda se divertir com os mesmos livros favoritos, ainda admirar as mesmas pessoas e atitudes,ainda lembrar dos momentos que já se foram há anos atrás mas que vivem intensamente e vibram na sua memória - você os revive com a mesma riqueza e intensidade a cada evocação.
      Eu ainda sou a mesma de sempre, e sempre serei ... aos 33, 44,55,66,77 anos e por aí vai, no fundo no fundo ainda serei a garotinha temperamental, tagarela, que adoraaaa doces e cor de rosa, carregando uma canastra e uma bolsa cheia de livros pra lá e para cá, com a cabeça cheia de sonhos, e o coração cheio de fé; depois de todas as mudanças e transformações, em essência, essa ainda sou eu: Um criançona.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Bem estar bem

   Antes de mais nada, não se trata apenas de propaganda gratuita da Natura, mesmo sabendo da qualidade altíssima dos produtos hahaha
    Ultimamente,muita gente tem me perguntado se eu estou bem.Serio.
     Cansada eu estou sim, um pouco entediada e sem muita energia para desperdiçar também,com a mente ocupada organizando e realizando tarefas,sem contar as longas viagens de trem e o desconforto em geral. Eu estou cansada,mas não estou triste ou doente ou nada que seja digno de tantas perguntas.Acho que o meu desespero interior está se tornando cada vez mais óbvio,ou então eu deveria passar mais maquiagem para não parecer tão cansada.
      Ah, outra coisa que me cansa são as pessoas, suas maneiras de acordarem o que estou adormecendo até a morte, sua mania de ver coisa onde não tem e dar opiniões não solicitadas, e mais ainda, o que me cansa de fato é perceber que de tempos em tempos a história se repete porém com diferentes protagonistas.As pessoas me cansam ... Elas cansam a si mesmas também.
   Só quero esclarecer que sim, eu estou bem!
     Eu simplesmente só estou processando tudo o que preciso para amadurecer de fato, e nem sempre isso é fácil ou prazeroso,as aí é que está: todo esse incomodo vai ser a força motriz para o crescimento.
      Eu estou bem com isso, e aprendendo a agir usando a cabeça com os pés no chão. Todos os esforços vão valer a pena. Eu sei com toda certeza! Posso estar mais calada, porque assim me conecto melhor com meu interior, me concentro e controlo melhor também; as vezes falar  só atrapalha, e as pessoas não compreendem a totalidade do que estamos realmente falando. Eu guardo meus segredinhos comigo, mas asseguro de que estou bem.
    

sábado, 22 de abril de 2017

Bem,
São 05:43 da manhã.
Eu estaria terminando as lições de inglês se tivesse achado o computador/laptop.
     Tenho 22 anos e 17 dias, ainda saudosa do celular roubado num assalto a mão armada em transporte público há 15 dias, muito revoltada com a desorganização generalizada que é o Rio de Janeiro (minha amada cidade natal ensolarada) e com listas de filmes, séries e livros para finalizar.
     Divido o quarto com minha irmã 8 anos mais nova, por isso as vezes parte da minha privacidade é tolida ou simplesmente roubada quando a bonita resolve mexer nas minhas coisas; sem namorado nem pretendente, precisando comprar mais camisetas, 'Netflix dependig'.
     A verdade é que nunca tinha ficado tão claro pra mim como crescer é difícil, eu digo, amadurecer e se perceber como adulto é ter que resolver seus próprios problemas e sem mais ter o direito a choramingos.
     Às vezes me pego pensando : " Eu já sou uma adulta de verdade? "  ou então " Eu já comecei a viver ou estou simplesmente ensaiando, como um rascunho a ser passado a limpo?".
     O fato é que o amadurecimento da cabeça e muito parecido com o brotamento de uma flor : Há um enraizamento invisível aos olhos antes do primeiro brotinho abrir.
Quero saber se sou raiz ou sou broto.