segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Saldo final geral


  Então, mais um semestre letivo se finda ... E nossa :O ...  Que período desgastante!
  Mesmo com todas as atividades paralelas que tomaram meu tempo, e com tudo o que eu ainda tenho para fazer ao se findar o ano, o período e as semanas de provas e avaliações eu fico fazendo um balanço do total de entradas e saídas ...
      Olha, energia, empenho e paciência saiu bastante ... Só o que não esta saindo é o aumento das notas de biologia molecular II, por mais que eu estude ... Também saiu MUITO tempo aplicado às atividades de treinamento profissional, e claro, lágrimas, gritos, bocejos, queimaduras no bico de Bunsen e algumas bactérias cultivadas com antibiograma a completar ... 
        De entrada, recentemente temos mais ou menos uns 4 quilos amontoados nas dobras e pelancas da barriga e nas novas celulites e gorduras das minhas pernas, um vestido, quatro camisetas, três conjuntos de sutiã + calcinha, e talvez um jogo com 4 esmaltes, um óculos de sol e um traje de banho. Também entrou muito estresse, autoanálises profundas e memes salvos no cartão de memória do celular.
     Acho que só o que falta entrar de verdade mesmo, é a minha vida nos eixos.
 Eu estou cansada, chateada, me sentindo incompetente e falha, constantemente quero tomar banho e vestir um shortinho fresco feito de tecido de moleton, deitar numa cama macia e suave ou ter minhas costas massagedas porque elas doem muito todo dia ... Eu me sinto sozinha e envelhecida muitas vezes por dia, às vezes eu choro um pouco, às vezes eu bloqueio o impulso inicial de chorar, mas todo o dia eu faço uma força enorme, porém insensível para aqueles que não são eu, para levantar da cama, reagir bem aos dias difíceis e dar o meu melhor nas tarefas que preciso finalizar.
     Estou tão feia, engordei, tenho acne e manchas de sol, e realmente preciso dar um sumiço nas olheiras e nas expressões de cansaço...

Eu preciso de férias, de descanso, de recarga para o ano que vem que promete ser ainda mais exigente que esse  que breve se findará  ...

   O saldo final geral é que eu vou superar tudo, afinal não há renovação sem impactos não é mesmo?
Força, foco e fé para todos nós ...
                                                        Abraços calorosos.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sobre diários e livros


         Sou uma leitora ávida, amo livros (mesmo, eu amo meus livros). Acho tão harmoniosamente perfeita a justaposição de livrarias e cafeterias nos shopping centers :)  Pedir um Frap/Capuccino e então entrar numa livraria e saborear as capas, o farfalhar das páginas, os leitores procurando alvos de interesse, os vendedores dando sugestões de leituras e repondo as prateleiras, as caixas pondo marca-páginas de brinde nas sacolas dos leitores felizes que após sua aquisição se sentam nas poltronas da cafeteria, e começam ali mesmo a saborear o delicioso conteúdo com seus cérebros tão famintos e afoitos quanto seus olhos compenetrados e inertes.
         Gosto muito de ler diários literários, principalmente os escritos por mulheres da realidade ou da ficção, até mesmo por eu ainda manter diários desde  meus reluzentes 5 aninhos de idade. Bridget Jones, Georgia Nickolson, Anne Frank, Nina Lugowiskaia, Janina Bauman, Zlata, Marilyn Monroe, Marie Curie ... Todas essas mulheres, em diferentes episodios e épocas, traziam um retrato de seu mundo particular impresso no mundo que todas as civilizações compartilham, fazendo uma pintura de si mesmas, de seus sofrimentos, angústias e alegrias, amores, desamores, prazeres e tentativas (principalmente tentativas de ser, como mulher, feliz e realizada) e assim transcrevendo seu amadurecimento e crescimento, por vezes através de decepções, perdas e dor ... Ao ler seus relatos, não posso deixar de ser tocada, por enxergar nelas um pedaço de minha própria alma feminina e ardentemente apaixonada por viver  e ser dona de si mesma.
    A cada uma dessas grande mulheres, minha saudação e meu afeto mais sincero. A grata felicidade que tenho em ler seus manuscritos e conhecê-las tantos anos depois me faz trinfante em perceber  a luta da mulher feminina que é a mesma em todas as gerações, épocas e sociedades ...  Obrigada, minhas queridas amigas, por seus depoimentos valorosos e pelo calor afável de suas confissões. As amo e admiro, e a todos que por qualquer razão leem esse blog e esse post, eu veementemente digo: Leiam!
Leiam livros!
Leiam livros de biografia!
Leiam sobre pessoas, fatos  e acontecimentos!
Leiam histórias sinceras e profundas!
Leiam diários!
Leiam verdades atemporais!
LEIAM! Se deleitem enfim.

Travessias

    Isso não é novidade, e nem chega perto de ser o fim do mundo, mas de fato, estou passando por uma fase ruim, que já externou de minha mente barulhenta e em constante agitação e transparece em meu rosto cheio de acne, meu cabelo quebradiço, meu semblante cansado e os quilinhos a mais que acabei de adquirir ... Realmente, o segundo semestre de 2017 não está sendo fácil.
    Todos os humanos passam por fases como essa ao longo de toda a vida, se vendo às voltas com acúmulo de afazeres, decisões importantes a serem tomadas, afazeres domésticos procastinados por  fazer e uma vida pessoal/amorosa decadente por conta da dedicação exclusiva à preparação acadêmica e à produtividade profissional. Isso é normal, travessias são naturais e necessárias, mas não posso negar que gostaria de estar menos cansada, mais vistosa e magra (hahahaha).
         Se não vencidos pelo cansaço, vamos então vencendo aos poucos cada batalha diária, atravessando o mar da vida com um passo de cada vez ... Afinal, são nessas travessias que é evidenciada a maturidade alcançada até então.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Deglutição


       Uma das muitas  vantagens de se estudar biologia, é aprender termos técnicos que se referem à características fisiológicas propriamente; assim sendo, engolir na verdade é deglutir. A deglutição diz respeito aos movimentos peristálticos ("empurrão") dos músculos do esôfago afim de conduzir o bolo alimentar (comida mastigada e cheia de saliva) ao estômago, onde será digerido, e posteriormente absorvido e processado pelos intestinos. Toda essa explanação anatômica teórica é simplesmente para fazer menção aos sapos que por vezes temos que engolir ... Deglutição de anfíbios é um habilidade requerida para ser uma pessoa com o mínimo de habilidade social.
      Bem, quando eu digo que tenho estado muito ocupada, eu estou falando sério, muitas coisas pra estudar atividades que acabam convergindo e exigindo mais e mais da minha pessoa , e ainda por cima ter que passar seis horas por dia no transporte público,  depois mais seis num instituto de educação pública, além de claro ter que responder a todas as mensagem, solicitações de amizade e pedidos de permissão pra seguir nas redes sociais, cuidar do peso, dar um jeito nas minha acnes, fazer ao menos o mínimo de serviço doméstico para não sobrecarregar minha mãe e arrumar meios de me divertir já que quase não vejo minhas amigas, e namorado nem sinal .... Com tudo isso, eu ainda me vejo obrigada a ouvir reclamações e cobranças, alguns desaforos, piadas de mau gosto e comentários impróprios ... Cara, eu fico tão de saco cheio de ser um ser humano tem hora ... Porque as pessoas são muito idiotas tem vezes! 

       Deglutição .... Engole esses sapinhos. Engole, engole, engole e nos dias mais estressantes, sinta todos ele se mexendo e saltando dentro de você, no seu brejinho privado de amolações.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A aspereza acre da frustração.


             Pela segunda vez, fiz uma prova para qual estudei muito e acho que me dei mal de novo, porque agora há uma nova dinâmica acadêmica de que se você estudar muito depois de ter prestado atenção em todas as aulas que assistiu então as suas notas só sobem se puxadas por um guindaste, enquanto os beberrões que faltam o quanto querem e nem ao menos tem o trabalho que procurar pela matéria tiram as notas que outrora tirava quem estudava.
             Se tem algo com o qual eu não sei lidar mesmo é a frustração. Sério. Eu não consigo ficar frustrada e simplesmente seguir em frente. A FRUSTRAÇÃO É UM FANTASMA QUE ARRASTA CORRENTES E ME ASSOMBRA DAS TREVAS ...  Eu claramente tenho problemas pra me livrar das minhas frustrações.
                Talvez seja por isso que eu tenha me tornado uma pessoa plácida ás vezes, eu estou só evitando frustrações cumulativas.
                Para completar o combo "Que dia!",  hoje ainda está frio, chovendo, eu estou menstruada com o tênis sujo de  lama e a minha calça rasgou quando eu estava saindo.
   Socorroooooooooooooooo!

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Aquilo de que não falamos

    O que mais me irrita, sem sombra de dúvidas, em uma situação onde sou confrontada pelas ações de outro indivíduo é estar em uma situação de impotência e não ter nada a dizer ou fazer. Isso se aplica a professores estúpidos e cheios de si,colegas de classe individualistas e megalomaníacos que gostam de se exibir,ou ainda ser quase forçada a fingir que não ligo para coisas que ligo sim ...
   Em todos os momentos em que me vejo numa situação de impotência forçada, parece que eu vou explodir ...
   O pior de tudo é não ter com quem falar sobre isso, sabe?! Porque nas tentativas patéticas de desabafar e encontrar o mínimo de conforto nas palavras de um colega, o máximo que se recebe são respostas genéricas de como você já deveria estar acostumado ao desconforto amargo de ter que ficar quieto e é isso mesmo.  
     Eu estou cada dia mais de saco cheio, isso sim ...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Espirais

Oi gente,
 São 14:02 de 12 de Setembro de 2017, estou na biblioteca da universidade com anotações, uma pilha de 4 livros para consulta e um caderno velho para fazer resumos e trabalhos. Fui dispensada da aula prática de Bioprocessos porque já havia feito a mesma no semestre anterior, então resolvi vir estudar e me adiantar já que só tenho outra aula âs 18:30h. Lembrando que tenho prova segunda feira, e uma apresentação terça.
    Já estou exausta, e mal comecei.
    Eu sinto um tédio tão profundo em alguns dias, que começo a chorar dentro do trem, tomando cuidado para que as pessoas ao redor não percebam e venham me fazer perguntas. Não gosto muito de responder perguntas pessoais, nem de dizer "o que é que eu tenho","o que deu em mim" ou " que bicho me mordeu" ... Eu só quero chorar sozinha, e depois me recompor e concluir minhas tarefas. Esses espirais descendentes que me deixam para baixo às vezes não se demoram em passar, mas são frequentes.
   Veja bem, não estou dizendo que sou infeliz ou deprimida, ou reprimida, e nem que estou insatisfeita com a vida que estou levando; não é nada disso. O fato é que cada dia é mais evidente o quanto somos sugados todos os dias; nossas forças, nossa energia, nosso ânimo, até mesmo nossa saúde e nosso humor são sugados diariamente do trajeto cansativo e desconfortável no transporte público, no caminho de ida e volta pra casa do trabalho/faculdade/escola e afins, nos relacionamentos superficiais que colecionamos e na falta de relacionamentos profundos e verdadeiros que sentimos. Estamos sendo sugados. Tem um parasita se alimentando da gente. Ao fim do dia, eu estou morta, e nem me dou conta de que dormi ... Só percebo que adormeci quando desperto no dia seguinte e começo tudo de novo.
   Somos lançados nessas espirais, nessas correntes, nesses cabos de sucção que tiram tudo de dentro da gente... Sem contar ainda todo o dinheiro que sai do nosso bolso. Tanto suor e labuta para o dinheiro durar tão pouco.
    Tem dias que eu me pego com medo. Sério, com medo mesmo.
     Medo de não conseguir um emprego decente, medo de ser solteira para sempre, medo de descobrir uma doença grave, medo de ser morta num episódio de violência urbana, medo de ser assaltada, medo de tirar notas baixas nas provas, medo até mesmo de sair de casa ... Ao final do espiral, quando não há mais alma a ser sugada, resta-nos o medo. Medo do futuro, medo do amanhã, medo das escolhas que fizemos, medo das que não fizemos ainda, medo das que nem chance tivemos de fazer, medo daqueles que escolhem pela gente.
        Brasileira, natural do Rio de Janeiro, 22 anos, universitária numa instituição federal de ensino superior, assistindo e sentindo tudo o que acontece no Rio, no Brasil e no mundo, otimista apesar de tudo, insistente acima de tudo, feliz e determinada contudo,porém cansada, arrastada pelo tédio, e às vezes, com medo. Medo de verdade.