quinta-feira, 5 de julho de 2018

Final

Mais um final de período...
Tanto estresse e dedicação que nos deixa exaustos.
E então depois de pegar as notas, vem o alívio de ter feito esforço suficiente e poder seguir  ...
O final das coisas me é intrigante. A maneira como certas coisas terminam nos permitem prever como o que vem a seguir poderia começar.
O final de um livro e o que lemos a seguir.
O final de um filme e a sua continuação
O final de um episódio e o próximo logo a seguir.
O final de uma refeição e a sobremesa.
O final de um relacionamento e o que vem a seguir.
O final de uma fase e a outra que sobrevém.
O final de um ciclo e tudo o que aprendemos com isso.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Compartimentalização

Há uns meses eu venho reclamando para mim mesma sobre a minha noção de espaço, pertencimento e ocupação que vem se distorcendo com o avançar dos dias ...
Não sei você, mas eu me sinto apertada ... Isso mesmo, apertada. O espaço não é suficiente, preciso de mais.
Venho me sentindo assim no meu quarto cada vez que fico presa entre as coisas e acaso derrubando objetos das estantes ou fazendo barulho demais ao me mexer na cama e opto por não me mexer ou ficar em uma única posição; mas na verdade eu queria um quarto maior e só meu porque dividi-lo com minha irmã também não ajuda. Eu me sinto sufocada, meu espaço físico  é pouco abundante e insuficiente para mim, parece que eu não caibo mais na minha própria cama, é como seu estivesse todos os dias indo e.voltando da casa de outra pessoa e dormindo em uma cama que nunca foi minha.
Me sinto assim também no transporte público, que por si só é de má qualidade e ineficiente; quando não estou esmagada pelos corpos e emissões sonoras em excesso nos vagões e corredores sempre lotados, me vejo obrigada a me ajeitar em assentos nada anatômicos e que me fazem sentir gorda e desporporcional. A dor nas costas só piora seja sentada em assentos duros, seja em pé carregando bagagens pesadas e sendo empurrada,cutucada e imprensada durante horas todos os dias. A dor de cabeça se deve em parte pela minha irritação característica da minha natureza e do meu azedume que só se acentua com mais e mais motivos para me irritar, e em parte pela poluição sonora, gritaria e vozes estridentes de pessoas irritantes aos quais sou exposta diariamente.
Na sala de aula tenho ainda menos espaço. As carteiras pequenas e baixas, com mesas pouco espaçosas me obrigam a manter uma má postura e a virar ou dobrar o pescoço tantas vezes que já pensei até em procurar um massoterapeuta para me ajudar com o constante incômodo devido a torção dos meus músculos a fim de anotar e enxergar a lousa numa cadeira que parece feita para crianças do ensino primário.
Eu me sinto sempre fora do lugar;estou aqui mas não sou daqui e nada me faz sentir confortável, nem mesmo as conveniências.
Também não tenho espaço nos grupos sociais, nos casais menos ... E acho que nem na lembrança das pessoas. As vezes eu pareço um fantasma socialmente falando; não é todo mundo que é capaz de me enxergar e perceber a minha presença.

Será que eu estou crescendo e me expandindo e vou acabar colapsando, como um microuniverso prestes a entrar em combustão?
Talvez. Fato é que por vezes sinto que estou desaparecendo, acabando, perdendo partes de mim para algo maior que eu que me consome.
Eu me sinto sem espaço.

sábado, 14 de abril de 2018

Songas,mongas e falsianes

Olha, se tem uma coisa que eu tenho aprendido com a vida e a não confiar em pessoas que se fazem de muito vulneráveis e coitadinhas; com aquelas carinhas de cachorro pidao mas que na primeira oportunidade te mordem feito um vira-lata de rua traiçoeiro.
Não é novidade para ninguém que 80% das pessoas com quem tenho que conviver diariamente em algum aspecto acabam de irritando, e o que me irrita de fato é a mania de ser duas (e as vezes três ou quatro) caras de algumas pessoas.
Nossa ... Eu fervo de raiva! Mas quem não?!
Quem nunca se incomodou com um colega sonso?
Quem nunca se chateou com atitudes egoístas, mesmo que pequenas dos outros?
Quem nunca se viu arrependido de ter sido tão generoso com alguém que nem ao menos se dá ao trabalho de ter consideração?
Quem nunca teve que aturar uma songa-monga (ou um banana mole, no caso dos rapazes)? Ou vários songas e bananas juntos aos mesmo tempo compartilhando o espaço coletivo com você?
Pois é... essas pequenas irritações, feito micose embaixo das unhas, as vezes a gente enfrenta com persistência até conseguir se livrar ... ou até não se sentir mais tão incomodado!
   Beijocas e pipocas.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Saldo final total


  Então, mais um semestre letivo se finda ... E nossa :O ...  Que período desgastante!
  Mesmo com todas as atividades paralelas que tomaram meu tempo, e com tudo o que eu ainda tenho para fazer ao se findar o ano, o período e as semanas de provas e avaliações eu fico fazendo um balanço do total de entradas e saídas ...
      Olha, energia, empenho e paciência saiu bastante ... Só o que não esta saindo é o aumento das notas de biologia molecular II, por mais que eu estude ... Também saiu MUITO tempo aplicado às atividades de treinamento profissional, e claro, lágrimas, gritos, bocejos, queimaduras no bico de Bunsen e algumas bactérias cultivadas com antibiograma a completar ... 
        De entrada, recentemente temos mais ou menos uns 4 quilos amontoados nas dobras e pelancas da barriga e nas novas celulites e gorduras das minhas pernas, um vestido, quatro camisetas, três conjuntos de sutiã + calcinha, e talvez um jogo com 4 esmaltes, um óculos de sol e um traje de banho. Também entrou muito estresse, autoanálises profundas e memes salvos no cartão de memória do celular.
     Acho que só o que falta entrar de verdade mesmo, é a minha vida nos eixos.
 Eu estou cansada, chateada, me sentindo incompetente e falha, constantemente quero tomar banho e vestir um shortinho fresco feito de tecido de moleton, deitar numa cama macia e suave ou ter minhas costas massagedas porque elas doem muito todo dia ... Eu me sinto sozinha e envelhecida muitas vezes por dia, às vezes eu choro um pouco, às vezes eu bloqueio o impulso inicial de chorar, mas todo o dia eu faço uma força enorme, porém insensível para aqueles que não são eu, para levantar da cama, reagir bem aos dias difíceis e dar o meu melhor nas tarefas que preciso finalizar.
     Estou tão feia, engordei, tenho acne e manchas de sol, e realmente preciso dar um sumiço nas olheiras e nas expressões de cansaço...

Eu preciso de férias, de descanso, de recarga para o ano que vem que promete ser ainda mais exigente que esse  que breve se findará  ...

   O saldo final geral é que eu vou superar tudo, afinal não há renovação sem impactos não é mesmo?
Força, foco e fé para todos nós ...
                                                        Abraços calorosos.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Sobre diários e livros


         Sou uma leitora ávida, amo livros (mesmo, eu amo meus livros). Acho tão harmoniosamente perfeita a justaposição de livrarias e cafeterias nos shopping centers :)  Pedir um Frap/Capuccino e então entrar numa livraria e saborear as capas, o farfalhar das páginas, os leitores procurando alvos de interesse, os vendedores dando sugestões de leituras e repondo as prateleiras, as caixas pondo marca-páginas de brinde nas sacolas dos leitores felizes que após sua aquisição se sentam nas poltronas da cafeteria, e começam ali mesmo a saborear o delicioso conteúdo com seus cérebros tão famintos e afoitos quanto seus olhos compenetrados e inertes.
         Gosto muito de ler diários literários, principalmente os escritos por mulheres da realidade ou da ficção, até mesmo por eu ainda manter diários desde  meus reluzentes 5 aninhos de idade. Bridget Jones, Georgia Nickolson, Anne Frank, Nina Lugowiskaia, Janina Bauman, Zlata, Marilyn Monroe, Marie Curie ... Todas essas mulheres, em diferentes episodios e épocas, traziam um retrato de seu mundo particular impresso no mundo que todas as civilizações compartilham, fazendo uma pintura de si mesmas, de seus sofrimentos, angústias e alegrias, amores, desamores, prazeres e tentativas (principalmente tentativas de ser, como mulher, feliz e realizada) e assim transcrevendo seu amadurecimento e crescimento, por vezes através de decepções, perdas e dor ... Ao ler seus relatos, não posso deixar de ser tocada, por enxergar nelas um pedaço de minha própria alma feminina e ardentemente apaixonada por viver  e ser dona de si mesma.
    A cada uma dessas grande mulheres, minha saudação e meu afeto mais sincero. A grata felicidade que tenho em ler seus manuscritos e conhecê-las tantos anos depois me faz trinfante em perceber  a luta da mulher feminina que é a mesma em todas as gerações, épocas e sociedades ...  Obrigada, minhas queridas amigas, por seus depoimentos valorosos e pelo calor afável de suas confissões. As amo e admiro, e a todos que por qualquer razão leem esse blog e esse post, eu veementemente digo: Leiam!
Leiam livros!
Leiam livros de biografia!
Leiam sobre pessoas, fatos  e acontecimentos!
Leiam histórias sinceras e profundas!
Leiam diários!
Leiam verdades atemporais!
LEIAM! Se deleitem enfim.

Travessias

    Isso não é novidade, e nem chega perto de ser o fim do mundo, mas de fato, estou passando por uma fase ruim, que já externou de minha mente barulhenta e em constante agitação e transparece em meu rosto cheio de acne, meu cabelo quebradiço, meu semblante cansado e os quilinhos a mais que acabei de adquirir ... Realmente, o segundo semestre de 2017 não está sendo fácil.
    Todos os humanos passam por fases como essa ao longo de toda a vida, se vendo às voltas com acúmulo de afazeres, decisões importantes a serem tomadas, afazeres domésticos procastinados por  fazer e uma vida pessoal/amorosa decadente por conta da dedicação exclusiva à preparação acadêmica e à produtividade profissional. Isso é normal, travessias são naturais e necessárias, mas não posso negar que gostaria de estar menos cansada, mais vistosa e magra (hahahaha).
         Se não vencidos pelo cansaço, vamos então vencendo aos poucos cada batalha diária, atravessando o mar da vida com um passo de cada vez ... Afinal, são nessas travessias que é evidenciada a maturidade alcançada até então.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Deglutição


       Uma das muitas  vantagens de se estudar biologia, é aprender termos técnicos que se referem à características fisiológicas propriamente; assim sendo, engolir na verdade é deglutir. A deglutição diz respeito aos movimentos peristálticos ("empurrão") dos músculos do esôfago afim de conduzir o bolo alimentar (comida mastigada e cheia de saliva) ao estômago, onde será digerido, e posteriormente absorvido e processado pelos intestinos. Toda essa explanação anatômica teórica é simplesmente para fazer menção aos sapos que por vezes temos que engolir ... Deglutição de anfíbios é um habilidade requerida para ser uma pessoa com o mínimo de habilidade social.
      Bem, quando eu digo que tenho estado muito ocupada, eu estou falando sério, muitas coisas pra estudar atividades que acabam convergindo e exigindo mais e mais da minha pessoa , e ainda por cima ter que passar seis horas por dia no transporte público,  depois mais seis num instituto de educação pública, além de claro ter que responder a todas as mensagem, solicitações de amizade e pedidos de permissão pra seguir nas redes sociais, cuidar do peso, dar um jeito nas minha acnes, fazer ao menos o mínimo de serviço doméstico para não sobrecarregar minha mãe e arrumar meios de me divertir já que quase não vejo minhas amigas, e namorado nem sinal .... Com tudo isso, eu ainda me vejo obrigada a ouvir reclamações e cobranças, alguns desaforos, piadas de mau gosto e comentários impróprios ... Cara, eu fico tão de saco cheio de ser um ser humano tem hora ... Porque as pessoas são muito idiotas tem vezes! 

       Deglutição .... Engole esses sapinhos. Engole, engole, engole e nos dias mais estressantes, sinta todos ele se mexendo e saltando dentro de você, no seu brejinho privado de amolações.